Acho até estranho... Gosto tanto de escrever e tenho tanta facilidade que esqueço de regularizar, sistematizar e postar tantas pérolas cotidianas. Com o Facebook, passamos a sintetizar mais, publicar coisas pequenas, superficiais, que não atingem a grandeza de nossa alma... pelo menos não da minha... E acabo lembrando do meu blog em momentos de estrema euforia ou de extrema tristeza... sendo que a última já vem me acompanhando por alguns anos com mais regularidade do que a primeira.
Salvador hoje amanheceu chuvoso e ao longo da manhã o sol apareceu pra ficar. O céu tem um azul tão claro quanto minhas ideias. Minha mente se encontra em lugar protegido. Sim, é necessário. Lembro agora de um diálogo muito comum da época da faculdade, com alguns queridos colegas de psicologia, as máscaras, as personas que levamos conosco para nossa proteção na vida em sociedade. Sempre julguei necessário se despir, tentar ser verdadeiro perante meus sentimentos e pessoas importantes. Jamais irei me acostumar com máscaras que encobrem a verdade que que quero expressar. Não sinto culpa em ser verdadeira, sinto culpa de não manipular meus sentimentos. Sinto esta culpa porque sei o resultado de não controlar, de não escolher qual sentimento devo ter. Seria tão mais fácil só acordar e dizer, hoje quero estar indiferente às pessoas que me cercam. Mas indiferença é algo que não sei conceber.
Nesta lógica, a dor da decepção é mais certo que que a indiferença pelo resultado. Afinal, me sinto patética. Sabia dos riscos, sabia bem dos risco, mesmo assim, me permiti viver e criar outra ilusão, outra decepção... Quantas mais? Quantas até aprender? Até deixar de sentir, até chegar a bendita indiferença? Parece que esta é uma pergunta que conheço bem a resposta. A decepção sempre será mais certa pra mim que que a indiferença.
http://www.youtube.com/watch?v=Uk-hqadhOps
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