Após algum tempo refletindo e buscando compreender melhor o funcionamento e objetivos de se ter um blog, aderi. Aqui postarei não só minha escrita, mas tudo aquilo que considerar fazer parte de mim. Bem vindos e boa leitura!
domingo, 24 de junho de 2012
Xô, nostalgia!
Pensando na faxina que me espera, sinto uma nostalgia tão manchada de tristeza... Mas não qualquer tristeza... é um saudades do que não voltará mais, uma incerteza das coisas futuras.. tudo isto me dá um medo apavorante... então irei pensar em outra coisa, algum que me estimule a limpar, lavar, organizar! Penso no presente...O tempo que tenho de fato para viver.. então nem medo, nem nostalgia, muito menos incerteza irá reger meu momento! O que sei hoje me da alegria, saudades de coisas possíveis, reais e mensuráveis! Bora encarar a faxina que meu presente promete!!!
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Indiferença, aqui não é seu lugar...
Acho até estranho... Gosto tanto de escrever e tenho tanta facilidade que esqueço de regularizar, sistematizar e postar tantas pérolas cotidianas. Com o Facebook, passamos a sintetizar mais, publicar coisas pequenas, superficiais, que não atingem a grandeza de nossa alma... pelo menos não da minha... E acabo lembrando do meu blog em momentos de estrema euforia ou de extrema tristeza... sendo que a última já vem me acompanhando por alguns anos com mais regularidade do que a primeira.
Salvador hoje amanheceu chuvoso e ao longo da manhã o sol apareceu pra ficar. O céu tem um azul tão claro quanto minhas ideias. Minha mente se encontra em lugar protegido. Sim, é necessário. Lembro agora de um diálogo muito comum da época da faculdade, com alguns queridos colegas de psicologia, as máscaras, as personas que levamos conosco para nossa proteção na vida em sociedade. Sempre julguei necessário se despir, tentar ser verdadeiro perante meus sentimentos e pessoas importantes. Jamais irei me acostumar com máscaras que encobrem a verdade que que quero expressar. Não sinto culpa em ser verdadeira, sinto culpa de não manipular meus sentimentos. Sinto esta culpa porque sei o resultado de não controlar, de não escolher qual sentimento devo ter. Seria tão mais fácil só acordar e dizer, hoje quero estar indiferente às pessoas que me cercam. Mas indiferença é algo que não sei conceber.
Nesta lógica, a dor da decepção é mais certo que que a indiferença pelo resultado. Afinal, me sinto patética. Sabia dos riscos, sabia bem dos risco, mesmo assim, me permiti viver e criar outra ilusão, outra decepção... Quantas mais? Quantas até aprender? Até deixar de sentir, até chegar a bendita indiferença? Parece que esta é uma pergunta que conheço bem a resposta. A decepção sempre será mais certa pra mim que que a indiferença.
http://www.youtube.com/watch?v=Uk-hqadhOps
Salvador hoje amanheceu chuvoso e ao longo da manhã o sol apareceu pra ficar. O céu tem um azul tão claro quanto minhas ideias. Minha mente se encontra em lugar protegido. Sim, é necessário. Lembro agora de um diálogo muito comum da época da faculdade, com alguns queridos colegas de psicologia, as máscaras, as personas que levamos conosco para nossa proteção na vida em sociedade. Sempre julguei necessário se despir, tentar ser verdadeiro perante meus sentimentos e pessoas importantes. Jamais irei me acostumar com máscaras que encobrem a verdade que que quero expressar. Não sinto culpa em ser verdadeira, sinto culpa de não manipular meus sentimentos. Sinto esta culpa porque sei o resultado de não controlar, de não escolher qual sentimento devo ter. Seria tão mais fácil só acordar e dizer, hoje quero estar indiferente às pessoas que me cercam. Mas indiferença é algo que não sei conceber.
Nesta lógica, a dor da decepção é mais certo que que a indiferença pelo resultado. Afinal, me sinto patética. Sabia dos riscos, sabia bem dos risco, mesmo assim, me permiti viver e criar outra ilusão, outra decepção... Quantas mais? Quantas até aprender? Até deixar de sentir, até chegar a bendita indiferença? Parece que esta é uma pergunta que conheço bem a resposta. A decepção sempre será mais certa pra mim que que a indiferença.
http://www.youtube.com/watch?v=Uk-hqadhOps
domingo, 15 de abril de 2012
Broto de Gerânio!
Pois é, ainda não consegui manter uma certa regularidade neste blog. Estou em Estrela-RS, mas pensando na minha cidade do Salvador! Esta cidade que me abraçou e me deixou tão feliz quanto triste...Vivo num balanço de sentimentos, numa nostalgia quase comercial.... Planto sentimentos bons pra ver se colho só a felicidade! Volto logo, bem loguinho, ainda ficarei duas noites neste pago. Ainda comerei cuca e linguiça quando acordar amanhã. Mas não consigo esquecer que além de tudo que me é caro, deixei um broto novo na terrinha... uma muda não-se-de-que. Por hora, ele cresce, ainda não sei se vai vingar, qual será seu tamanho e que tipo de frutos pode gerar....Tenho tanto medo destas plantas que crescem ainda sem forma, pois se forma a esperança de alegrias sem igual, de simetria de não mais ser individual e passar a ter mais coletivos na vida cotidiana do meu ser irracional. Viajei demais? Torço para que não!!!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Tem uma frase que li certa vez no facebook que está me inspirando muito hoje, ela dizia mais ou menos assim: “Se você me diz que virá amanhã, desde hoje começo a ser feliz!” É assim que to me sentindo, feliz pelo que virá, feliz por saber que a vida é curta e não posso ficar perdendo tempo com bobagens. Hoje vou procurar o que me faz feliz,pois é só disto que vou me lembrar com o passar dos anos, das coisas boas! Hoje o dia está musical, o som da cidade vira música, o vento que bate na janela é música, o sapato pisando no chão de madeira canta, o digitar no teclado é melodia! E o sol brilha forte nas minhas costas! Então, se você me diz que virá amanhã, hoje meu dia já começa numa felicidade incrível!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Ilusão
Acabaram suas ilusões. Ela havia cultivado elas por tanto tempo que já se confundia com sua realidade. Vasta floresta, regada, amada e desordenada como todo bioma natural. Suas fantasias criaram raízes profundas em sua mente e coração e a cada sorriso, a cada toque, novas flores, frutas e sementes surgiam pra completar o cenário desta paisagem holográfica. Mas como toda mentira cai por terra, ela se sentia esbofeteada com a verdade de forma dura e repentina, e a terra firme em que apoiava seus pés foi brutalmente substituída por nuvens inconscientes, fumaça a se espalhar na imensidão do céu. Sumiram as plantas e animais, sumiu o sol. O sol, logo ele, que jamais se apagaria, que nunca a abandonaria, que a aquecia e enchia sua vida de felicidade. Deu lugar a um nada tão absoluto, uma dor tão penetrante e insuportável. Procurou elementos que lhe permitissem salvar, se não as árvores, as sementes, se não o sol, uma estrela. Nada ficou, nada vai ser como antes. A terra fértil, preta, onde ela se jogava sem medo, é uma lembrança ferina, uma armadilha mortal onde nunca mais pisaria, nunca mais pisaria. Seus olhos jamais verão e suas não mais cultivarão novamente o seu jardim de felicidade. Sua cegueira era renovada por mil tsunamis que brotam e suas mãos agiam como tornados furiosos, destruindo tudo que lhe era tão caro e precioso, tudo que ela tanto almejava salvar. Tudo deu lugar à incerteza, ao medo e a velha dor, corrosiva, ácida, que nervosamente insiste em tomar posse deste pago de sofrimento e desolação. Saudades da ilusão, do seu mundo perfeito onde nunca mais pisaria e que nunca mais veria. A ignorância é a maior benção contra o sofrimento, contra a indignação, pensava ela, sempre preferiu a ignorância, mas uma coisa é fato. Depois de aberta a Caixa de Pandora, é impossível fingir que nada aconteceu e o que se espera dela é uma atitude, a ideia xeque, que abrirá terras e passagens para outros mundos ainda desconhecidos. Enquanto secava mais uma lágrima em seu rosto, torcia para que seus pés calejados de tristeza a levassem para terras mais felizes.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Neste balanço!
Não é preciso ver pra sentir você passar por mim. Seu gingado quebra o pescoço da multidão, e eu só quero te abraçar. Sigo na direção do arrepio quente que invade meu corpo e com você quero dançar! Dança comigo, neste ritmo alucinante, dança como se o mundo fosse acabar! Dança comigo, baby, não quero mais parar! A noite corre apressada e meus olhos em você. Nada faz com que eu me separe desta explosão, que me invade no ritmo do seu corpo neste balanço!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Desejo e racionalidade
Ela sabia que o princípio básico dos sentimentos eram as milhares de sinapses nervosas que, química ou eletricamente estimulavam seus neurônios, mas podia jurar que existia algo muito maior e mais forte acontecendo quando seus olhos miravam fortemente aqueles olhos castanhos, intensos, devorando sua alma em silêncio. Difícil não perceber a endorfina correndo nas veias e a respiração acelerar levemente. O que estava acontecendo com ela? Porque não tirava seus olhos deste mar de perdição?
Afinal, ela sempre buscara a racionalização de todas as coisas da vida, e suas emoções ela atribuía aos hormônios e estímulos neurais, tudo muito material e mensurável. Mas não aquele querer. Aquele querer errado, proibido e que devia ser superado acabou devorando metade de seu peito e apertou tanto seu espaço interno que ela podia jurar estar sendo sugada pra um mundo desconhecido e perigoso, mas extremamente tentador.
Não! Dizia a razão, mas suas pernas já não obedeciam esta voz silenciada por fadinhas rebeldes que insistiam em bater suas asas incrivelmente cintilantes por todas as partes de seu corpo. Ela seguiu na direção dele, que mal conseguia respirar e nem piscava, hábil pescador que trazia sua presa, desenvolta sereia, diretamente para junto de si. O magnetismo se intensificou e seus pensamentos já não faziam sentido quando o mundo passou a girar mais rápido sob seus pés flutuantes. E agora já eram apenas um, um único desejo transformado no beijo que nenhum dos dois será capaz de esquecer.
Enquanto caminhava rapidamente pelas ruas escuras, ela revivia aquela conversa de corpos que dizia muito mais que qualquer dos livros ou palestras que ela já tivera contato, tentava decifrar o significado de suas próprias atitudes e para seu incrível espanto a única resposta que obteve foi um sorriso, talvez o maior e mais sincero sorriso de felicidade que ela já tivera expressado em toda sua vida. Ela via nitidamente na sua mente o rosto dele expressando o mesmo sorriso. E para seu espanto, tudo ficou entendido e não foi preciso mais nada.
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